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Olá, irmãos, a Paz e a Graça do nosso Senhor Jesus Cristo!

No post anterior, falei que para provar hoje em dia que sou dono de um apartamento, basta mostrar uma escritura lavrada em cartório. Inclusive para provar a ateus e ímpios. Porém, esses mesmos ateus não acreditam num outro papel com escritos também, que diz que é a palavra de Deus: a Bíblia.

O que quero que fique claro, com a graça de Deus, é que para efeito de prova para o ímpio, a Palavra de Deus é um papel e a escritura do meu apartamento é outro papel. Só que ele acredita na minha escritura, mas não acredita na Escritura de Deus. Por que? Ora, se ambos são papéis, mas ele tem um como verdadeiro e outro não, a conclusão é que algo anterior o fez crer assim, isto é, a sua pressuposição, o seu preconceito, a sua religião, a sua fé.

Para o ímpio, faltam-lhe provas. Mas para quem pensa um pouco, chegamos a conclusão que falta fé mesmo: fé na Palavra de Deus, pois no papel do cartório ele tem (como mostrado no primeiro post).

Mas, vamos continuar o raciocínio (não deixe de ler o post anterior). Por que o cartório tem fé pública? Porque alguém com poder para tal fez isso. Se alguma instituição tem autoridade de dar fé pública é porque a recebeu de outro maior. Esse maior, vale dizer, tem fé pública também.

De modo que podemos prosseguir de fé pública em fé pública até chegar ao documento que dele emana todas as autoridades que sustentam o Estado e suas instituições: a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 – CF88.

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É a CF88 que instituiu o Estado, a União e seus poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) etc.. Mas ela é só um papel. Só um livro. Para o ímpio, não deveria ter diferença nenhuma – em termos de autoridade – para o livro chamado Bíblia, isto é, não deveria ter poder nenhum. Apesar disso, o ímpio acredita nela (CF88) fielmente, religiosamente. Ele mesmo concorda que deve ser anulada/revogada toda e qualquer lei que bater de frente com a CF88.  Mas na Bíblia o ímpio simplesmente não acredita!

Como disse o renomado Ferdinand Lassalle, “Todos esses fatos demonstram que […] uma Constituição deve ser qualquer coisa de mais sagrado, de mais firme e de mais imóvel que uma lei comum” (Fonte Digital: Que é uma Constituição? Edições e Publicações Brasil, São Paulo, 1933), apesar dela ter sido votada no Congresso assim como as outras leis.

O ímpio ainda pode fazer muitas perguntas: a CF88 foi editada por quem? Quem tinha autoridade para escrevê-la? Qual foi o outro livro (anterior a CF88) que deu autoridade para que uma nova CF fosse escrita pelos homens que a escreveram? Vemos que isso não tem solução lógica. A única solução para isso é alguém dizer: “é assim e pronto”. Em outras palavras: “eu creio”.

A Bíblia é a Palavra de Deus. Isso todo cristão sabe. E isso é um axioma. Axioma é algo, geralmente bem básico, que não se pode provar, mas é aceito para a construção de algo mais complexo. Lembro ainda hoje quando meu professor de Física 1 da faculdade disse: “axioma é um ato de fé”.

Funciona assim: a CF88 é um axioma. Ela dá fé pública aos órgãos e instituições. Algo maior dá fé (testifica) a algo menor. Por exemplo, o tabelião dá fé na escritura do cartório. Mas alguém deu fé ao tabelião para que pudesse testificar escrituras.

Portanto, Deus (O Tabelião) atestou as Escrituras. Mas quem atestou Deus? Quem é maior que Ele para que O possa atestar? Qual Instituição pode dizer: “dou fé a Deus para que Ele possa escrever as Escrituras”? Como Paulo disse: “quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado?” (Romanos 11:34-35).

Deus mesmo, através das Suas Escrituras, já nos explicou isso:

Pois, quando Deus fez a promessa a Abraão, visto que não tinha ninguém superior por quem jurar, jurou por si mesmo, dizendo: Certamente, te abençoarei e te multiplicarei” (Hebreus 6:13-14).

Ou seja, para que Deus prove para qualquer pessoa (seja homem, anjo, qualquer um no Universo físico e espiritual!) que as Escrituras são as Suas palavras, basta Ele dizer que é. A garantia é Ele mesmo. Ele é a Verdade. Deus não precisa de algo maior que Ele (até porque não há) para “certificar e dar fé” que Ele fala a Verdade.

Portanto, concluímos, que a Bíblia é a Palavra de Deus porque nela está escrito isso (Hebreus 4:12; 2 Timóteo 3:16; Romanos 15:4; 2 Pedro 1:20-21; João 1:1; e muitos outros).

O ímpio que pede provas de que a Palavra de Deus é realmente de Deus age como um louco, simplesmente porque é como se um macaco tivesse de testificar um teorema matemático. É um paradoxo tratar de provas na esfera de definições. Não podemos olhar o significado de uma palavra no dicionário e pedir provas da sua veracidade, a menos que sejamos loucos.

Se não é possível provar, ou melhor, se é loucura exigir isso, os ímpios não deveriam ridicularizar o cristão por crer nisso, sob pena de se tornarem mais loucos ainda.

Ímpio, se você não crer que a Bíblia é a Palavra de Deus, você é um preconceituoso e injusto. Se você não se arrepender dos seus pensamentos vãos, irá passar uma eternidade no inferno. “Produzi pois, frutos dignos de arrependimento” (Mateus 3:8), é o que diz o Senhor Deus.

Que Deus nos dê discernimento e sabedoria para a Glória do Seu Nome, que é “sobre todo Nome” (Filipenses 2:9).

Olá, irmãos, a Paz e a Graça do Senhor Jesus Cristo.

Hoje vou falar sobre o que tem acontecido bastante comigo no meu dia a dia. O que tem acontecido é que em conversas com um ímpio sobre Deus, Jesus Cristo e Sua Escritura na maioria esmagadora das vezes ele (o ímpio) termina em algumas das argumentações abaixo:

1 – por que um livro com milhares de anos é a Palavra de Deus?

2 – você realmente crê que Deus escreveu a Bíblia?

3 – você não acha que ela, por passar por tantas mãos, não foi manipulada, adulterada?

4 – por que o seu livro está certa e a dos outros, todas, estão erradas?

Entre muitas outras nesse contexto. Todas elas com o intuito de ridicularizar o cristão, e nunca pelo fato de querer aprender algo mais.

Saliento ainda que essas perguntas, geralmente, só ocorrem depois de você falar para o ímpio algo convincente e que ele, por sua vez, não tem contra-argumentação. Ou seja, ele vai para essa pergunta justamente porque ele a considera como sem resposta, como se fosse a sua última “carta da manga”.

Portanto, se você está conversando com um ímpio, ele certamente levantará essas afirmações contra você e, infelizmente, falta sabedoria ao povo de Deus para contra-argumentar.

O que você, primeiramente, tem que ter em mente é que “a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus” (1 Coríntios 3:19). Portanto, basta uma gota da sabedoria de Deus para contra-argumentar qualquer raciocínio falso de um ímpio.

Em segundo lugar, você tem que entender que todo raciocínio de um ímpio sobre Deus é falso, falacioso, mentiroso, baseado em falsas premissas, cheio de pressuposições que – preste atenção – ele não pode provar. Eles são seres paradoxais.

Ele (o ímpio) afirma de forma preconceituosa que as Escrituras não são Palavra de Deus. E pede provas disso para acreditar.

Pois bem. Vamos raciocinar.

Tenho um apartamento em meu nome. Como posso provar isso para um ímpio? Posso provar por uma escritura, lavrada em cartório. Essa escritura teria meu nome, dizendo que sou dono de um apartamento X, no prédio Y, na rua Z.

Isso seria suficiente para provar que sou dono do apartamento em questão? Para o ímpio ou ateu, sim. Justamente por isso posso chamá-lo de preconceituoso contra a Palavra de Deus, pois ele não acredita num livro que se auto-proclama a Palavra de Deus, mas acredita num papel que julga dizer alguma coisa (neste caso, que sou dono de um apartamento). Papel por papel, ele não acredita no que anteriormente já não acreditava (que a Bíblia, segundo ele, não é a Palavra de Deus), mas acredita que a escritura prova que sou dono do meu apartamento (o que ele já acreditava de antemão), portanto, a sua fé é baseada nas suas pressuposições e preconceitos.

Ora, o ímpio julgou a escritura (letra minúscula) que mostrei a ele “provando” que sou dono do apartamento X, mas deveria ter surgido nele, caso fosse justo, as seguintes questões:

1 – por que um papel, com carimbo e assinatura de um homem (o tabelião) tem autoridade para provar que sou dono de um apartamento?

2 – por que um tabelião pode assinar uma escritura e eu não?

3 – Por que o meu nome naquela escritura é exatamente o meu, ou por que aquele nome se refere a mim?

E muitas outras.

Você já ouviu falar em fé pública? Segundo a Wikipédia, fé pública é:

“um termo jurídico que denota um crédito que deve ser dado aos documentos emitidos por autoridades públicas (ou por privados por ela delegados) no exercício de suas funções e que gozam da presunção de que tais documentos são verdadeiros.

Têm fé pública, por exemplo, Escrivães de Polícia, chefes do poder executivo, magistrados, oficiais de registro civil, notários e Agentes dos Departamentos de Trânsito estaduais no exercício de suas funções.

O escrivão de Polícia e o oficial de justiça têm fé pública, o que significa que suas certidões são havidas por verdadeiras, sem qualquer necessidade de demonstração de sua correspondência à verdade, até que o contrário seja provado (presunção juris tantum)”.

Portanto, fé pública é um ato de fé.

Assim, seguem as respostas – divididas para uma melhor didática – daquelas questões que levantei há pouco:

1 – por que um papel, com carimbo e assinatura de um homem (o tabelião) tem autoridade para provar que sou dono de um apartamento?

> o papel (documento) do cartório tem fé pública, isto é, todos que vivem na nossa sociedade têm de acreditar no cartório pela fé – “fé pública” se refere à fé na esfera pública;

> o carimbo tem fé pública (pressupõe-se que ninguém mais tem aquele carimbo, assim como se pressupõe que ninguém mais tem a impressora de papel-moeda).

> pressupõe-se que ninguém mais tem aquela assinatura do tabelião. Caso haja dúvidas sobre a assinatura dele, pode-se levá-la para outra autoridade dotada de fé pública para julgar se a assinatura dele é verdadeira ou foi falsificada.

2 – por que um tabelião pode assinar uma escritura e a minha assinatura de nada vale para a escritura?

> a assinatura do tabelião tem fé pública e o próprio tabelião é dotado de fé pública, como diz o Dicionário Houaiss: “oficial público a quem incumbe a função de preparar ou autenticar documentos, escrituras públicas ou registros”. De fato, pessoas em cargos públicos (por exemplo, servidor público) escrevem “certifico e dou fé que fulano foi intimado …”. Ele “dá” fé porque uma Lei o autorizou para tal.

3 – Por que o meu nome naquela escritura é exatamente o meu, ou por que aquele nome se refere a mim?

> eu, através de um documento de identificação, também dotado de fé pública. No caso da escritura do apartamento, existe escrito nela o meu nome, que “provo” com um documento de fé pública: uma carteira de identidade, um CPF, etc., todos eles emitidos por instituições que possuem fé pública.

O fato é que tudo acaba na fé. No caso da coisa pública, acaba na fé pública.

No próximo post, continuarei este raciocínio.

Que Deus nos abençoe e nos guarde.

Olá, irmãos, a Paz e a Graça do Senhor Jesus!

Trabalhar é dever de todo cristão. Lute por isso. Seja o melhor e conquiste para o reino de Deus os que estão ao seu redor também através do seu comprometimento com o trabalho. Se você ganha pouco mas se dedica muito, isso muito mais os impressionará e te perguntarão: “por que isso? Qual a tua esperança aqui neste local de trabalho?”.

Em contraste com o colocado acima, nossa sociedade tem um sonho: deixar de trabalhar ou, em outras palavras, ganhar sem trabalhar (sem produzir). Falo de aposentadoria. Desconfie de tudo que sai na mídia nos tempos atuais. É ela quem ensina aos jovens a serem rebeldes para com seus pais e ao mesmo tempo a pensarem desde cedo na sua aposentadoria. Apesar de ser dois assuntos totalmente diferentes, a mesma mídia os ensina. Será que tem alguma relação? Lembre-se que a aposentadoria hoje em dia é o principal problema dos países ricos. A Europa e Estados Unidos estão com muitas dificuldades em sustentar aqueles que estão com saúde e disposição mental, mas não produzem nada. Até no Brasil temos um problema grande com a previdência (INSS).

Um amigo do meu trabalho gasta em torno de 300 reais/mês num plano de previdência privado. Ele me critica quando tocamos nesse assunto porque eu não faço isso. Aliás, uma revista nacional de negócios do Brasil me chamou de “irresponsável” pelo fato de eu não fazer isso, assim como meu amigo.

Eu digo para ele: “eu preciso desses 300 reais/mês para mim hoje! O que você quer que eu faça? Deixe de investir na minha vida hoje para investir nela daqui a 25, 30 anos, quando nem sei se estarei vivo?”. Ele argumenta que irei sentir falta desse dinheiro lá na frente e eu respondo: “você vive pensando no seu salário daqui a 30 anos?”.

Mas pior do que investir numa dúvida é investir num futuro ocioso. Ora, quantos aposentados você já soube ou viu que definharam depois de se aposentar? Minha avó é um exemplo para mim: trabalha no seu próprio comércio até hoje aos 80 anos e é lúcida. Que Deus a conserve assim por mais tempo!

Por que parar de trabalhar se você ainda tem o emprego, saúde, capacidade mental, etc.? Alguns podem dizer: “para poder aproveitar a velhice”. Mas esses não querem dizer “esperar a morte”? Vou ser sincero: não há outra definição para o aposentado (o aposentado de fato. Não falo do que se aposenta de um trabalho para se dedicar a outro, inclusive sse dedicar a Igreja de Jesus): o que espera a morte chegar. Ele é para Deus como um trabalhador da vinha ocioso, que decansa embaixo da árvore, sendo que foi contratado por um dinheiro. Não tem prazer em mantê-lo aqui nesta Terra e ele logo desaparece desta Terra.

Desculpe a franqueza. Mas devemos trabalhar até o dia que Deus nos levar para Si. Devemos honrar a saúde que Deus, por Sua Graça, nos deu. Não devemos desperdiçá-la. Lembre-se que não falo daqueles que se aposentam para trabalhar para Deus. Falo dos que se aposentam para, simplesmente, não fazerem nada. Conheço gente que em pleno ambiente e horário de trabalho diz: “não vejo a hora de se aposentar!”. Esses, na verdade, assumem que trabalham sem gostar do trabalho, portanto, sendo ingratos para com Deus com relação ao trabalho que sustenta a ele e, muito provavelmente, sua família.

Você, que me lê, cristão, não tem direito a aposentadoria. Mas tem o dever de trabalhar para Deus! Você pode ser demitido da empresa que trabalha. O seu chefe pode não gostar de você e te demitir. Sua empresa pode ser comprada por outra e haver uma demissão em massa, mas você tem o dever de trabalhar para Deus, de trabalhar para o trabalho que Deus te deu até ao dia que Ele tirar seu emprego.

Creio, como cristão, que devo pregar esta mensagem. Devo chamar meus irmãos para o trabalho com piedade. Não para trabalharem em vão, apenas pelo salário e para cumprir suas vaidades, mas para trabalhar com sorriso no rosto, servindo ao chefe como se fosse ao Senhor (Efésios 6:5-7), glorificando a Deus que te deu esse trabalho, que te dá saúde para tal, que te dá seu salário, que sustenta a Ordem neste país (apesar de haver muita coisa errada e ruim neste país, acredite: poderia ser pior), etc. Tudo isso é Graça. Tudo isso é o Amor de Deus.

Deus quer isso de você. Ele quer você cuidando de uma parte da Criação. Se as coisas estão tão ruins hoje, se a “vinha” está tão maltratada nestes últimos anos, é porque os cristãos não estão cuidando bem dela, estão descansando demais, estão dormindo na hora errada, estão sendo relapsos e irresponsáveis para com a Criação de Deus.

Vamos cuidar desta Terra. E não pensar que o barco está à deriva. Mas crer que Deus está no controle. Orar por todos. Orar pelas autoridades, políticos, empresários, cientistas, professores, crianças e adolescentes. Adultos e idosos. Ore e lute pelo que te pertence! Ame a Deus e ame ao próximo (os dois principais mandamentos) e verás que esta Terra vai melhorar. Pregue esta mensagem e veja o número de ladrões diminuírem. Vamos plantar trabalho e colher prosperidade, justiça e paz para a nossa nação que pertence ao Senhor, pois é o Rei dos reis.

Fim da série de posts 🙂

Que o Senhor te convença disso tudo. Que o Senhor te abençoe. Que o Senhor nos capacite e nos dê oportunidades de trabalho.

Olá, irmãos, a Paz e a Graça do Senhor Jesus!

Ainda na nossa série “Trabalho e domínio: uma ordenança de Deus”, vamos continuar falando sobre a relação do trabalho nosso de cada dia e o cumprimento da Lei de Deus.

Vamos falar do 8º mandamento: “Não furtarás” (Êxodo 20:15). Furtar significa “apossar-se de (coisa alheia); roubar” (dicionário Houaiss).

Quem furta está descontente com o que Deus deu a ele. Quem furta toma o nome de Deus em vão (Provérbio 30:9). O mandamento “não furtarás” reflete o cuidado que devemos ter com os bens do outro. Portanto, para que possamos cumprir corretamente a Lei de Deus – especificamente este mandamento em questão – devemos trabalhar e ter condições de comprar nossos próprios bens, assim como o outro teve. Devemos estudar para termos um bom trabalho; devemos lutar contra a preguiça no nosso trabalho e fazer o nosso serviço da melhor forma possível etc.. Nós somos responsáveis pelo modo que levamos o nosso trabalho e pelo tempo depreendido nas coisas que nos levam a trabalhar mais e melhor.

O fato é que devemos trabalhar para termos as nossas próprias coisas. Não que ter nossas próprias coisas seja importante, muito menos o objetivo das nossas vidas, mas Deus quer que tenhamos nossos bens para que nós vivamos em Paz: numa casa com paz e segurança, com uma família educada e temente a Deus, letrada e leitora da Bíblia, que saiba conversar e discernir as coisas que vem de Deus. Se somos capacitados, Deus nos dá uma porção maior da sua criação para cuidarmos. Quem não tem suas próprias coisas, pode ser tentado a furtar a de outro e descumprir o 8º mandamento.

Há outro mandamento da Lei de Deus que não temos condições de cumprir se não trabalharmos? Já citei o 4º mandamento (“Seis dias trabalharás”) e o 8º mandamento (“não furtarás”). Podemos ainda lembrar do 10º mandamento: “Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo” (Êxodo 20:17).

Portanto, pelo menos três dos dez mandamentos da Lei de Deus são relacionados ao trabalho. Se você não trabalha, queira trabalhar e Deus te dará um no tempo Dele. Aquele que não quer trabalhar, porém, jamais irá trabalhar (a menos que seja escravo) e não é possível cumprir esses três mandamentos, ou melhor, não é cristão.

E quanto ao dízimo? Aquele que não trabalha não pode contribuir com a obra de Deus. Deus ordenou dar o dízimo e é óbvio que devemos dar o dízimo daquilo que ganhamos, como o nosso salário (ou ganhos em geral). Isso nos mostra que, mais uma vez, para cumprir a vontade de Deus devemos trabalhar. (se você não trabalha, seu dízimo é zero e, portanto, você automaticamente cumpre este dever de todo cristão).

se alguém não quiser trabalhar, não coma também” (2 Tessalonicenses 3:10).

Que o Senhor nos abençoe no nosso trabalho cada dia mais e abençoe aqueles que querem trabalhar a conseguirem um. Até a próxima!

Olá, irmãos, a Paz e a Graça do Senhor Jesus!

Continuando a nossa série “Trabalho e domínio: uma ordenança de Deus”, pretendo agora falar da relação entre trabalho e o cumprimento da Lei de Deus.

Hoje em dia, está na moda (os “cristãos” atuais gostam muito de moda) achar que a Lei de Deus é coisa do Velho Testamento. “Jesus cumpriu a Lei por nós e não precisamos mais cumpri-la”, pensam alguns cristãos hoje, se é que são cristãos. “ela se tornou antiquada, pois faz parte da antiga aliança, aliança com os judeus”, pensam outros.

Esta falsa doutrina tem adentrado nas igrejas cristãs e tem de ser rejeitada o mais rápido possível. Os cristãos não precisam mais cumprir a Lei para fins de salvação, mas de santificação! Jesus cumpriu a Lei e, como em tudo, devemos fazer como Ele fez.

Num post futuro, falarei da importância da Lei para os dias atuais. Vamos voltar a questão do trabalho. Para isso, vamos tentar relacionar o dever do trabalho com a Lei de Deus.

Para começar, vamos refletir sobre o 4º mandamento da Lei de Deus: “Lembra-te do dia do Shabbath, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o Shabbath do Senhor teu Deus” (Êxodo 20:8-10).

Deus disse: “Seis dias trabalharás” (e não “seis dias poderás trabalhar”). A vontade de Deus é que o homem trabalhe e não passe seu tempo a toa. Que ele trabalhe “seis dias”, e não 5, como é comum na nossa cultura ocidental.

E Deus não faz nada sem um propósito santo. Deus nos manda descansar no sétimo dia (que, obviamente, se segue aos seis dias de trabalho) para O adorarmos. Como nos disse Arthur W. Pink, “O trabalho serve para abrir caminho para a adoração, assim como a adoração nos prepara para o trabalho” (Livro “Os Dez Mandamentos”. Editora Monergismo).

Portanto, para que possamos adorar corretamente ao Senhor no sétimo dia devemos trabalhar nos outros seis. Não trabalhar no 6º dia (sábado) pode fazer com que o domingo, em vez de um dia alegre, pois é o dia do Senhor, torne-se um dia melancólico, tedioso (você já teve um domingo melancólico? Tedioso?). Quanto mais diligentemente trabalharmos nos 6 dias, mais adoraremos e seremos gratos ao Senhor Deus no sétimo dia da semana (você, que descansa no sábado, gosta mais dele do que o domingo?).

Portanto, ao trabalharmos cinco dias na semana, e não seis(!), negligenciamos a Lei de Deus! Isso mostra o quanto nossa sociedade anda longe dos caminhos do Senhor, anda longe da Lei de Deus.

Uma pergunta para você pensar: a Lei fala de férias? Fala de aposentadoria? Fala de recesso? Pense.

Irmãos, trabalhar é uma ordenança de Deus (“Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o Shabbath (descanso) do Senhor teu Deus”). Uma coisa é não ter oportunidade de trabalho. Deus o sabe. Outra coisa é não querer trabalhar. “se alguém não quiser trabalhar, não coma também” (2 Tessalonicenses 3:10).

No próximo post, continuaremos a analisar o trabalho sob a perspectiva da Lei de Deus. Até o próximo post. Que Deus te abençoe.

Olá, irmãos, a Paz e a Graça do Senhor.

Vamos continuar nossa análise sobre o trabalho. Os posts anteriores podem ser lidos aqui, aqui, aqui e aqui, respectivamente. É importante ler toda a série.

Vamos estudar sobre outra parábola: “Porque o reino dos céus é semelhante a um homem, pai de família, que saiu de madrugada a assalariar trabalhadores para a sua vinha” (Mateus 20:1-ss).

Ora, este homem da parábola é Deus. Ele é o nosso pai, o “pai de família”, pai dos cristãos.

Ele “saiu de madrugada” (v.1).

O que a parábola quer dizer sobre “madrugada”? Creio que, figurativamente falando, como é o caso da parábola, a madrugada representa o período mais sombrio que a humanidade já passou. Jesus é a Luz do mundo, a “luz verdadeira, que alumia a todo o homem que vem ao mundo” (João 1:9). Portanto, se a Luz veio ao mundo com Jesus, então antes de Jesus havia somente trevas. Jesus nos disse: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (João 8:12).

Outra parábola nos diz (é importante interpretarmos a Bíblia com a própria Bíblia, através de outras passagens que falem sobre o mesmo assunto): “à meia-noite, ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro” (Mateus 25:6). Ora, esse “esposo” é Jesus! Portanto, creio que a expressão “pai de família, que saiu de madrugada” (v.1) significa que Deus enviou Seu Filho à “meia-noite” (figurativamente falando), que por sua vez, significa que o período imediatamente anterior a vinda de Jesus foi o mais sombrio da História (literalmente falando). Afinal, todas as nações, incluindo a de Israel, estavam dominadas pelo diabo. Havia demônios em cada esquina. Ninguém conhecia o evangelho do amor de Deus. Ninguém conhecia o Salvador.

Porque o reino dos céus é semelhante a um homem, pai de família, que saiu de madrugada a assalariar trabalhadores para a sua vinha” (v.1).

Deus, nosso Pai, nos assalariou (no sentido de chamou, comprou, tomou para si, salvou etc.) para trabalhar na Sua vinha (a Terra, a Criação inteira!). O contrato de trabalho é cuidar da Sua vinha até o tempo da ceifa. E “a ceifa é o fim do mundo” (Mateus 13:39).

A parábola continua: “E, acertando com os trabalhadores, a um dinheiro por dia, mandou-os para a sua vinha. E, saindo perto da hora terceira, viu outros que estavam ociosos na praça, e disse-lhes: Ide vós, também, para a vinha, e dar-vos-ei o que for justo. E eles foram. Saindo outra vez, perto da hora sexta e nona, fez o mesmo. E, saindo perto da hora undécima, encontrou outros que estavam ociosos, e perguntou-lhes: Por que estais ociosos todo o dia? Disseram-lhe eles: Porque ninguém nos assalariou. Diz-lhes ele: Ide vós, também, para a vinha, e recebereis o que for justo” (v.2-7).

Há algo gracioso nessa parábola que vale a pena dizer: Deus assalaria durante o dia todo. Em outras palavras, agora sem figura, Deus salva durante todo o tempo entre a primeira e segunda vinda – o tempo da Graça, o tempo que Deus sai ao encontro de homens ociosos (escravos do pecado).

(Esta parábola nos ensina algo muito importante além desta questão que trato aqui: a não termos inveja de um irmão da nossa família prosperar. Mas como esse assunto não faz parte do escopo deste post, vou abstraí-lo.)

Deus assalaria, isto é, salva pecadores. Mas aquele que é contratado (salvo), o trabalho começa agora. Ninguém trabalha antes de um contrato. O trabalho começa apenas depois do que foi acertado (v.2). Antes, o ocioso só vaga pela Terra, sem rumo, no escuro, sem a Luz do mundo. Agora ele tem trabalho, encontrou o Caminho (Jesus). Portanto, o fim, o seu fim, o nosso fim, não é a salvação. Muito pelo contrário: a salvação é o início da nossa vida. A vida começa quando encontramos o Senhor da Vida, quando acordamos, quando luz entra por nossos olhos, quando nascemos de novo. “Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens” (João 1:4).

Isso me faz refletir o seguinte: muita gente pensa que está no centro da vontade de Deus. Acha que o objetivo maior de Deus é salvá-lo (ou salvar a Igreja). Isso é humanismo, e como tal, deve ser rejeitado. O objetivo maior de Deus é glorificar a Ele mesmo. Paulo nos disse: “[Deus] nos predestinou para filhos de adoção, por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito da sua vontade, para louvor e glória da sua graça” (Efésios 1:5-6), isto é, nossa salvação é o meio de Deus atingir o fim, que segundo Paulo é o “louvor e glória da sua graça”. Portanto, repito, dada sua importância: o fim de tudo não é a sua salvação, mas a salvação é o início de tudo-que-importa.

E que início é este? É o viver para Deus. E isso implica que devemos obedecê-Lo e, portanto, trabalhar para Deus, cuidar da Sua vinha. “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor” (1 Coríntios 15:58).

Se você fosse o dono de uma fazenda e tivesse contratado muitos trabalhadores, caso você encontrasse um trabalhador descansando debaixo de uma árvore, enquanto os outros trabalham debaixo do Sol, o que você faria? Admirar-lo-ia? Agradecer-lo-ia pelo seu empenho e dedicação? Portanto, Deus “contratou” você para trabalhar na vinha Dele e quer você trabalhando para Ele, em todas as áreas da sua vida, pois isso é o que Ele quer (Gênesis 1:28).

Até o próximo post. Deus te abençoe.

Olá, irmãos, a Paz e a Graça do Senhor Jesus!

No post anterior, falei da necessidade da Igreja de Jesus sair pelo mundo para conquistá-lo. Isso é uma ordem de Deus (Gênesis 1:28). Falei da parábola das dez minas e a importância de negociarmos (trabalharmos) até quando Jesus voltar.

Jesus Cristo é o “Rei dos reis” (Apocalipse 19:16). Portanto, Ele reina desde quando “está à destra de Deus, tendo subido ao céu, havendo-se-lhe sujeitado os anjos, e as autoridades, e as potestades” (1 Pedro 3:22). O Rei Jesus disse: “tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu criado: Faze isto, e ele o faz” (Mateus 8:9). Portanto, a Igreja – inspirada pelo Espírito Santo e submissa à Palavra de Deus – tem a missão de sair pelo mundo a conquistá-lo para Deus, “porque convém que [Jesus] reine, até que haja posto a todos os inimigos debaixo dos seus pés” (1 Coríntios 15:25). “Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força” (1 Coríntios 15:24).

Entendeu toda a sequência? Veja que existe uma relação direta entre o trabalho da Igreja e a volta de Jesus (o fim). Mas o que tem sido pregado hoje nas igrejas humanistas é exatamente o contrário: que a Igreja deve abandonar o barco (a Terra), pois está à deriva.

Mas, irmãos, a Terra e a criação de Deus não estão à deriva. Pelo contrário: os trabalhadores neste barco (sejam os remadores, sejam os que dão manutenção, todos eles) são chamados a obedecer e trabalhar com o Capitão Cristo Jesus a levar o barco para Deus.

Além disso, depois do primeiro Adão veio a morte (pecado). Mas a morte de Cristo matou a morte. “Porque, assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim, também, todos serão vivificados em Cristo”. (1 Coríntios 15:22). Portanto, a desculpa de “isso foi antes do pecado” não vale para o cristão.

Este mesmo Jesus nos garantiu: “as portas do inferno não prevalecerão contra ela [Igreja, que neste contexto posso chamar de barco]” (Mateus 16:18).

Olha que cena graciosa da História que Deus criou: somos filhos de Deus e o nosso irmão mais velho, Jesus Cristo, o Senhor e Salvador, guia a nossa embarcação em direção a Deus, e a garantia de que vamos chegar lá é o Espírito Santo de Deus: “fostes selados com o Espírito Santo da promessa, o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para louvor da sua glória” (Efésios 1:13-14).

Portanto, meus irmãos, temos de trabalhar pra conquistar a Terra, e não abandoná-la como os cristãos estão fazendo, pelo menos em sua maioria, deixando os políticos fazerem o que quiserem (leis absurdas, por exemplo), deixando destruírem o meio-ambiente, crendo que viver na miséria é o que Deus quer (Deus quer que você viva justamente, na riqueza ou na pobreza), etc.

Que o Senhor no abençoe e nos guarde.